A presença de sangue no sêmen, conhecida como emospermia, preocupa muitos homens. A condição se manifesta quando o líquido, normalmente esbranquiçado, surge avermelhado ou amarronzado após a ejaculação. Segundo o urologista Rafael Fraga, há pelo menos 40 causas possíveis para o problema, que vão de inflamações a câncer.

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Em entrevista ao programa Primeira Hora, desta terça-feira (19), o especialista explicou que a identificação pode ser feita de duas formas: pelo exame laboratorial do sêmen, chamado espermograma, ou pela simples observação. Em alguns casos, a parceira percebe a alteração de cor durante a higiene íntima.
Entre as causas mais comuns estão inflamações ou infecções da próstata, bexiga, uretra e vesículas seminais. Também podem estar relacionadas doenças como câncer de próstata ou bexiga, aumento da próstata, traumas na região genital e enfermidades sistêmicas, como leucemia e tuberculose.
Embora nem sempre haja sintomas, os mais relatados são ardência ao urinar, dor após a ejaculação e aumento da frequência urinária. Quando presentes, esses sinais reforçam a necessidade de investigação médica.
Os exames indicados incluem espermograma, ultrassonografia, ressonância magnética e endoscopia da uretra e da bexiga. O tratamento depende da causa. Em casos de infecção, são usados antibióticos. Quando há aumento da próstata, medicamentos ajudam a reduzir o tamanho do órgão e a melhorar o esvaziamento da bexiga.
O médico alerta que, embora a emospermia possa assustar, muitas vezes não está ligada a doenças graves. Mesmo assim, recomenda que os homens procurem avaliação especializada para descartar riscos e receber o tratamento adequado.



