O secretário de Estado da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum , afirmou que a fumicultura segue como um dos pilares da economia rural gaúcha e garantiu que a colheita deste ano ocorre de forma satisfatória. Segundo ele, “as lavouras estão bem organizadas e os produtores colhem com sucesso”, com variações pontuais na produtividade.

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Brum ressaltou que o tabaco se mantém como cultura de renda estável. “Enquanto o arroz, a soja e o trigo tiveram queda expressiva nos preços, o tabaco nunca teve desvalorização significativa”, disse. Para o secretário, o cultivo é essencial à agricultura familiar: “Mais de 95% dos fumicultores são pequenos produtores, e o tabaco sustenta a renda dessas famílias.”
O secretário também comentou a mudança de local do evento em Rio Pardo, transferido para a Expoagrofubra por causa da chuva. Ele considerou positiva a mobilização do setor. “O encontro mostrou a força das entidades e a importância do tabaco para a economia regional”, afirmou.
Sobre outras lavouras, Brum disse que o governo estadual estuda um projeto de subvenção ao arroz, com recursos do fundo da taxa da Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO). “Não é algo que vá salvar a lavoura, porque o preço é definido pelo mercado, mas é um apoio necessário”, explicou.
O secretário manifestou ainda preocupação com o atraso da China na liberação das exportações de frango gaúcho. “Já superamos as restrições por gripe aviária e Newcastle, mas ainda aguardamos a vistoria oficial. Isso afeta um setor de grande relevância econômica”, alertou.
Brum confirmou que viajará nos próximos dias para Genebra, na Suíça, onde ocorrerá a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. Ele adiantou que a Comissão Nacional para Implementação da Convenção (Conic) deve propor quatro medidas, entre elas a proibição do uso de filtros em cigarros.
“É um absurdo. Se proibirem o filtro, o cigarro paraguaio dominará o mercado. Vamos ficar com o problema de saúde e sem a arrecadação de impostos”, criticou. Bruno disse que a fumicultura é legalizada e tem papel social. “As propriedades de tabaco são as mais diversificadas e representam aumento real da renda familiar, conforme pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul”, destacou.
O secretário defendeu a participação do governo gaúcho na conferência, mesmo que o evento reúna autoridades federais contrárias à cultura do tabaco. “Eles precisam saber que os fumicultores têm representação e merecem respeito”, concluiu.





