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Setor têxtil amplia eficiência energética e reduz emissões de CO₂

Modernização que permitiu esse salto começou nos anos 1990, quando a abertura comercial e a valorização cambial expuseram a indústria à concorrência externa

A indústria têxtil brasileira elevou a eficiência energética e a produtividade entre 2000 e 2024. Nesse período, a produção de têxteis subiu 18%, enquanto as emissões diretas de CO₂ caíram mais de 70%, segundo dados do novo painel do Observatório Nacional da Indústria, desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT).

Setor têxtil amplia eficiência energética e reduz emissões de CO₂. Foto: Canva/Ilustrativa.
Setor têxtil amplia eficiência energética e reduz emissões de CO₂. Foto: Canva/Ilustrativa.

Informações da Confederação Nacional da Indústria mostram que, em 2002, 1,43 tonelada de produtos era gerada para cada tonelada equivalente de petróleo consumida. No ano passado, o mesmo gasto energético rendeu 2,9 toneladas. O avanço indica aumento de 103% na produtividade energética e queda expressiva nas emissões diretas e indiretas de CO₂.

O diretor-superintendente da ABIT, Fernando Pimentel, avalia que os resultados refletem o compromisso do setor com sustentabilidade e eficiência. Ele afirma que o progresso depende de maior participação de mercado e destaca que a agenda ambiental exige continuidade e apoio regulatório, tecnológico e comercial. Para ele, a criação de mercados capazes de absorver produtos sustentáveis é decisiva para ampliar a escala e garantir viabilidade econômica.

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A modernização que permitiu esse salto começou nos anos 1990, quando a abertura comercial e a valorização cambial expuseram a indústria à concorrência externa. A pressão levou à renovação do parque fabril e ao investimento em tecnologias mais limpas. Na época, óleo combustível e lenha respondiam por cerca de metade da matriz energética e eram apontados como grandes emissores de carbono.

O especialista em políticas industriais da CNI, Danilo Severian, explica que a adoção de máquinas mais eficientes permitiu ampliar a produção com menor gasto de energia. Ele observa que a concorrência internacional estimulou a importação de equipamentos e processos capazes de sustentar a competitividade do setor.

Apesar dos avanços, a indústria têxtil ainda enfrenta entraves como o alto custo da energia, a complexidade tributária e os problemas de infraestrutura. Mesmo assim, responde hoje por menos de 1% das emissões totais da indústria nacional.