Municipários

SIMUCA de Camaquã anuncia rede de apoio contra feminicídios

Anúncio foi feito durante explanação na Tribuna Democrática na Câmara de Vereadores

Em uma sessão marcada por anúncios de alto impacto e forte apelo social, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Camaquã (SIMUCA), Carlos Rodrigues, utilizou a Tribuna Democrática Popular da Câmara Municipal na última segunda-feira (06) para apresentar o que chamou de “uma nova era de diálogo”. Após duas décadas de distanciamento entre a entidade e os Poderes Executivo e Legislativo, o cenário político da cidade gaúcha dá sinais de uma transformação.

SIMUCA de Camaquã anuncia rede de apoio contra feminicídios
Foto: Divulgação

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O principal destaque da fala de Rodriguez foi a negociação avançada para a manutenção do vale-refeição durante as férias dos servidores. Segundo o líder sindical, o prefeito já sinalizou positivamente para a viabilidade jurídica da medida.

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“Fizemos um estudo jurídico minucioso sobre precedentes em todo o Brasil. Se houver entraves, já temos um ‘Plano B’: a criação de um abono natalino, uma espécie de 13º do vale-alimentação, pago em dezembro”, revelou o presidente, enfatizando que a valorização de quem “movimenta a máquina pública” é prioridade absoluta.

Combate à Violência e Memória Viva

Saindo da pauta econômica para o campo social, Rodriguez emocionou os presentes ao abordar o recente caso de feminicídio que chocou a comunidade de Camaquã. O SIMUCA anunciou a criação de uma rede de apoio multidisciplinar 24 horas para mulheres vítimas de violência, oferecendo suporte jurídico, psicológico e psiquiátrico.

“Não seremos cúmplices pelo silêncio. No momento em que deixamos de agir, nos tornamos parte do problema”, declarou Rodriguez, ao convocar toda a população para uma marcha estadual contra a violência doméstica no dia 11.

Outro ponto crítico levantado foi a situação de servidores aposentados que, por determinação do Tribunal de Contas, estão sendo forçados a passar por novas perícias e retornar ao trabalho. O presidente do SIMUCA classificou a medida como “desumana”, citando casos de funcionários sem condições físicas ou mentais — incluindo pessoas com deficiência visual severa — sendo obrigados a reassumir funções.

O sindicato abriu as portas para uma ação coletiva jurídica para proteger esses trabalhadores, garantindo que o direito à saúde e à dignidade seja preservado acima de imposições técnicas de empresas terceirizadas.

Tags: benefícios funcionalismo público, Camaquã, Câmara de Camaquã, Carlos Rodriguez, combate ao feminicídio, desaposentação, direitos trabalhistas, política gaúcha, servidores municipais, SIMUCA, vale-refeição servidores