sindicato dos Municipários

Contrato com TecBiz encerra em 2027 e Simuca programa lançamento de novo cartão

Novos benefícios serão lançados pelo Sindicato dos Municipários de Camaquã em coquetel agendado para próxima semana

Com encerramento do contrato com o TecBiz previsto para 2027, o Sindicato dos Municipários de Camaquã (Simuca) lançará, em 19 de fevereiro, um novo cartão de crédito para servidores associados. A mudança foi anunciada neste sábado (14), em entrevista à Rádio Acústica FM, pelo presidente da entidade, Carlos Rodrigues. Segundo ele, houve conclusão nas negociações de dívidas com empresas conveniadas e o novo cartão prevê economia mensal de R$ 6,8 mil ao sindicato pelos próximos três anos.

Simuca encerra convênio com TecBiz e programa lançamento de novo cartão
Simuca encerra convênio com TecBiz e programa lançamento de novo cartão. Foto: Geovana Jacobsen/Rádio Acústica FM.

O novo cartão, chamado RomCard, será apresentado em um coquetel na próxima semana, junto a outros serviços que passarão a ser oferecidos aos servidores municipais em 2026, incluindo convênios na área da saúde que envolvem exames de laboratório e telemedicina.

De acordo com Rodrigues, a nova empresa de cartão ofereceu três anos com taxas zeradas. “Ao fazer essa troca, estamos fazendo uma economia de R$ 6,8 mil por mês durante três anos”, explicou. Ao final do período, a economia estimada é de R$ 244 mil.

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O presidente afirmou que o sindicato fechou mais de 40 contratos com empresas de Camaquã e que estabelecimentos que haviam deixado o convênio devem retornar. “Fechamos mais de 40 contratos com empresas da cidade”, afirmou.

O Simuca não trabalhará mais com a TecBiz após o encerramento do contrato e as dívidas com empresas conveniadas, acumuladas no modelo anterior, foram renegociadas para pagamento em até 36 meses.

Como funciona o cartão

O cartão oferecido pelo sindicato opera como modalidade de crédito. O servidor realiza compras dentro de um limite preestabelecido. O valor da fatura é descontado diretamente na folha de pagamento e repassado ao sindicato, que se responsabiliza pelo pagamento às empresas conveniadas.

O modelo anterior vinha sendo alvo de críticas e de ameaças de judicialização por parte de empresas parceiras, em razão de atrasos nos repasses. Rodrigues afirmou que as negociações foram concluídas para viabilizar a regularização dos pagamentos.

Origem das dívidas do sindicato

Segundo o presidente, o principal problema ocorreu por falta de cruzamento de dados sobre a margem consignável dos servidores. Ele explicou que o limite bancário permitido é de até 35% dos proventos para operações financeiras.

No entanto, conforme relatou, havia casos em que o mesmo servidor utilizava 35% do limite no banco, 35% no cartão do Simuca e outros 35% em cartão de outra entidade. A soma poderia chegar a 105%, 5% acima do total da renda mensal. “Havia uma falta de cruzamento entre esses dados”, declarou.

Para definir o limite no novo cartão, o sindicato exigirá comprovante de renda e análise de score de crédito do servidor.

Superendividamento e bloqueios judiciais

Rodrigues afirmou ainda que ao menos 21 servidores enfrentam situações de superendividamento. Nesses casos, decisões judiciais autorizam a priorização de determinadas dívidas, o que impacta os repasses ao sindicato. “Nestes casos, tudo que é descontado do contracheque do servidor é cessado judicialmente”, explicou.

De acordo com o presidente, “são dívidas astronômicas”. Alguns associados acumulam débitos de até R$ 20 mil com o sindicato.

Próximos passos

O lançamento oficial do RomCard está previsto para 19 de fevereiro. A direção do Simuca sustenta que a mudança busca reduzir custos administrativos, ampliar convênios e estabelecer critérios mais rígidos de concessão de crédito para evitar novos desequilíbrios financeiros.

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