O colágeno ganhou espaço nas prateleiras e nas rotinas de quem busca manter a juventude da pele, dos cabelos, das unhas e até dos ossos. Em cápsulas, pó ou bebidas, o suplemento virou febre entre quem se preocupa com o envelhecimento. Mas será que ele realmente funciona?
O colágeno é uma proteína essencial presente em diversas partes do corpo, como pele, tendões, cartilagens e ossos. Ele age como uma estrutura de sustentação para células do tecido conjuntivo, ao lado de outras fibras como elastina e ácido hialurônico. A sua função é oferecer força, elasticidade e integridade aos tecidos.
Com o passar do tempo, a produção de colágeno diminui. A partir dos 30 anos, a fragmentação das fibras se intensifica, tornando-as mais curtas e desorganizadas. O resultado é visível: rugas, perda de elasticidade, unhas e cabelos mais frágeis e articulações mais vulneráveis. A redução dessa proteína também impacta os ossos, podendo levar à diminuição da densidade mineral e maior risco de osteoporose.
Carnes, peixes, caldo de ossos e alimentos com gelatina são exemplos de fontes naturais ricas em colágeno. No entanto, a especialista destaca que o colágeno presente nesses alimentos não é absorvido diretamente. Ele é quebrado durante a digestão e seus aminoácidos são usados pelo corpo conforme a necessidade, o que nem sempre resulta em mais colágeno para a pele, por exemplo.
Como agem os suplementos?
Os suplementos orais utilizam colágeno hidrolisado, obtido por meio da quebra de colágeno animal. Ao ser ingerido, esse tipo passa pelo processo digestivo e se transforma em peptídeos que chegam à corrente sanguínea e, depois, à pele. Lá, estimulam os fibroblastos — células responsáveis por produzir colágeno e ácido hialurônico — e ajudam na regeneração da pele.
Pesquisas apontam que o consumo de colágeno hidrolisado pode melhorar a hidratação, a elasticidade da pele e suavizar rugas. No entanto, a maioria dos estudos disponíveis ainda é limitada, com testes que duram, no máximo, 90 dias.
Outro ponto importante é que os resultados variam conforme o estilo de vida de cada pessoa. Apesar das incertezas sobre a eficácia a longo prazo, os estudos não identificaram efeitos adversos associados ao consumo de colágeno.
A suplementação é considerada segura, e pode sim trazer resultados positivos — especialmente se combinada com outros nutrientes como vitaminas e coenzima Q10, que agem de forma complementar.




