O pregão de terça-feira foi marcado por uma desvalorização em bloco das ações de bancos brasileiros. O tombo representou uma redução de R$ 41,3 bilhões no valor de mercado das instituições financeiras. Analistas apontam que a reação do mercado foi consequência de uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino.
Ele limitou a aplicação automática de normas estrangeiras no Brasil, medida interpretada como resposta às sanções dos Estados Unidos a autoridades brasileiras, incluindo o ministro Alexandre de Moraes e familiares.
Embora Dino não tenha mencionado a Lei Magnitsky de forma direta, investidores viram a decisão como um ponto de incerteza sobre como os bancos devem agir diante das regras impostas pelos EUA.
Repercussão em Washington
Logo após a manifestação do STF, o Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou nota destacando que “nenhum tribunal estrangeiro pode invalidar as sanções dos Estados Unidos ou poupar alguém das consequências graves de violá-las”.
A posição norte-americana aumentou a tensão no mercado e influenciou diretamente os papéis do setor bancário.
Maiores quedas na Bolsa
Na B3, os bancos lideraram as perdas na terça-feira:
- Banco do Brasil (BBAS3): -6,03%, a R$ 19,80
- Santander Brasil (SANB11): -4,88%, a R$ 25,94
- Itaú (ITUB4): -3,63%, a R$ 36,31
- BTG Pactual (BPAC11): -3,48%, a R$ 43,50
- Bradesco (BBDC4): -3,43%, a R$ 15,79
O Ibovespa encerrou o dia em baixa de 2,1%, aos 133.997 pontos. Foi o pior resultado diário desde 4 de abril, logo após o anúncio do tarifaço do governo Trump.
Impacto em valor de mercado
Segundo a Bloomberg, os bancos tiveram as seguintes perdas:
- Itaú: R$ 14,71 bilhões
- BTG Pactual: R$ 10,747 bilhões
- Banco do Brasil: R$ 7,278 bilhões
- Bradesco: R$ 5,4 bilhões
- Santander: R$ 3,2 bilhões




