A Justiça da Itália decidiu nesta quinta-feira (28) manter a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Os juízes da Corte de Apelações de Roma consideraram que há “grau máximo” de risco de fuga.
Esta é a segunda vez que o pedido da defesa para prisão domiciliar ou liberdade é negado. A decisão foi divulgada pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Os magistrados destacaram que Zambelli entrou na Itália um dia após sua condenação no Brasil, em 4 de junho. Ela teria declarado publicamente não confiar na Justiça brasileira e considera sua sentença injusta.
Além disso, autoridades italianas a encontraram escondida em Roma. Trechos de entrevistas indicam que a deputada cogitou mudar de endereço para não ser localizada. A defesa pretende recorrer à instância máxima da Justiça italiana.
A Corte analisou os laudos médicos apresentados por Zambelli e concluiu que ela tem condições de permanecer presa. O tribunal afirmou que a equipe da unidade prisional garante monitoramento constante e administração correta de medicamentos.
Laudos da defesa apontam que a deputada apresenta problemas psiquiátricos e neurológicos graves e necessita de suporte multidisciplinar contínuo. Zambelli chegou a passar mal durante uma audiência em 13 de agosto.
Condenação no Brasil
Em maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a deputada a 10 anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos, relacionados à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A defesa recorreu, mas teve o pedido negado.
Zambelli deixou o Brasil em junho e passou a ser considerada foragida. Seu nome entrou na lista vermelha da Interpol em 5 de junho. Em 29 de julho, ela foi presa na Itália, onde aguarda a análise do pedido de extradição enviado pelo governo brasileiro.




