A humorista Juliana Oliveira decidiu adiar o processo cível contra o SBT. Ex-assistente de palco da emissora, ela alega ter sido vítima de assédio sexual por parte do apresentador Otávio Mesquita durante uma gravação em 2016.
Segundo seu advogado, Hélio Júnior, o foco agora está nas investigações da Polícia Civil de São Paulo. A estratégia da defesa é aguardar o desfecho da esfera criminal antes de entrar com um pedido de indenização.
Investigação em andamento
Juliana prestou queixa formal ao Ministério Público em 2024, após ser demitida do SBT. O caso está sob apuração da Polícia Civil, que investiga o suposto episódio de violência sexual.
A denúncia envolve um episódio ocorrido em 25 de abril de 2016, durante as gravações do programa The Noite. Juliana alega ter sido apalpada por Mesquita ao tentar ajudá-lo a retirar equipamentos de segurança no palco. Ela também afirma que foi constrangida por gestos e falas de cunho sexual.
Na ocasião, Danilo Gentili teria dito: “Juliana está fazendo cara feia, mas sei que ela gostou.” Otávio Mesquita completou: “Sem querer, dei uma apertada nas peitocas dela. ‘É durinho’, ‘é durinho’.”
Juliana também acusa o SBT de não ter investigado adequadamente suas queixas, mesmo após ter reportado os fatos à direção da emissora. Segundo ela, houve omissão em duas ocasiões distintas.
SBT e Mesquita se defendem
O apresentador Otávio Mesquita nega as acusações. “É um absurdo. Aquilo foi gravado. Ela demorou nove anos e só fez isso agora porque foi demitida e está chateada”, afirmou.
O SBT também se posicionou. A emissora declarou que tomou todas as providências cabíveis assim que teve conhecimento das denúncias feitas por Juliana.
Juliana deixou o The Noite em fevereiro de 2024. Depois disso, integrou o elenco do programa Chega Mais, exibido até novembro do mesmo ano. Com o fim do contrato, decidiu formalizar a denúncia criminal. Agora, aguarda os próximos passos da investigação para, só então, dar início à batalha judicial na esfera cível.




