O deputado italiano Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, negou que Carla Zambelli tenha se apresentado de forma voluntária às autoridades. Segundo ele, foi a polícia quem localizou a deputada brasileira, após receber o endereço diretamente dele.
Angelo Bonelli declarou ao ICL Notícias que não é verdade que Carla chegou à polícia, e afirmou que a polícia que chegou nela.
Ele disse ter recebido a informação sobre o paradeiro da deputada na terça (29) às 18h40 (horário da Itália) e repassado à polícia às 19h50. A prisão, conforme o parlamentar, aconteceu por volta das 21h, em um apartamento no bairro Aurélio, em Roma.
Defesa insiste em versão contrária
Poucas horas antes da prisão, o advogado de Zambelli, Fábio Pagozzi, afirmou nas redes sociais que a parlamentar não havia sido surpreendida, mas sim que se entregou às autoridades italianas. A mesma versão foi sustentada por seu filho, Bruno Zambelli, e por aliados políticos como o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
No vídeo, Pagozzi disse que Carla “decidiu se entregar para colaborar administrativamente com as autoridades” e que aguardava um posicionamento oficial para se apresentar. Segundo ele, a deputada busca evitar a extradição e deseja ser julgada de forma justa.
Bonelli contou ainda que passou a ser alvo de ameaças nas redes sociais após o episódio, incluindo mensagens de morte enviadas por apoiadores de Zambelli. Mesmo assim, afirmou estar tranquilo.
Ele ainda declarou que compreende o clima violento que o Brasil vive neste momento. Segundo ele, sua decisão foi baseada em um dever cívico. Ela disse que era intocável na Itália, e foi isso que o motivo a agir.
O que vem a seguir?
Zambelli foi presa no mesmo dia em que Bonelli informou sua localização. A ação envolveu também o adido da Polícia Federal em Roma, em colaboração com autoridades italianas. Ela deve permanecer detida na penitenciária feminina de Rebibbia até uma decisão judicial sobre sua extradição.
A parlamentar foi condenada pelo STF por envolvimento em um plano para invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça. A intenção era emitir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, com a ajuda de um hacker.
Agora, caberá ao Tribunal de Roma definir os próximos passos. A decisão sobre manter ou não a prisão deve sair ainda nesta quinta-feira (31). A extradição será analisada separadamente, pelo governo italiano.




