O Mar Cáspio, conhecido como o maior lago do planeta, está desaparecendo. Desde os anos 1990 ele perde volume, mas o ritmo da retração se intensificou nos últimos 20 anos. As causas são muitas: barragens no rio Volga, principal fonte de água do lago, extração descontrolada e mudanças no clima.
Com menos chuvas e temperaturas cada vez mais altas, a evaporação aumentou drasticamente. O resultado é um desequilíbrio que ameaça o ecossistema local e os países que cercam o Cáspio: Cazaquistão, Irã, Azerbaijão, Rússia e Turcomenistão.
No Cazaquistão, por exemplo, moradores de Aktau convivem com uma nova paisagem. Áreas que antes ficavam submersas hoje são terrenos áridos. A mudança afeta a economia, o turismo e a rotina de quem vive na região.
A fauna local também sente os efeitos. As focas-do-cáspio, únicas no mundo, tiveram uma queda brusca de população. Já o esturjão selvagem — que fornece 90% do caviar consumido no mundo — está ameaçado. Sem medidas urgentes, o lago pode seguir o mesmo caminho do Mar de Aral, que praticamente sumiu do mapa.
COP29 aumenta a pressão por ações
O alerta sobre o Mar Cáspio chega às vésperas da COP29, que será realizada em Baku, no Azerbaijão — país que faz fronteira com o lago. A realização da conferência ali aumenta a pressão sobre os governos locais.
Apesar do discurso de preocupação, o Azerbaijão pretende ampliar a produção de combustíveis fósseis. Especialistas apontam que, sem colaboração entre os países da região, o lago pode atingir um ponto sem volta. O próprio presidente do país classificou a situação como “catastrófica”.




