Faustão, de 75 anos, continua internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele está no local desde 21 de maio, quando uma infecção bacteriana evoluiu para sepse e exigiu cuidados intensivos.
No início de agosto, o apresentador passou por duas cirurgias seguidas. Recebeu um novo fígado no dia 6 e, no dia seguinte, um retransplante de rim. Os órgãos, vindos do mesmo doador, marcaram mais uma etapa delicada do tratamento. Após a UTI, ele foi transferido para o quarto no dia 13 e mostra sinais de melhora, segundo o filho João Silva.
A luta de Faustão com transplantes começou em agosto de 2023, quando recebeu um novo coração. No ano seguinte, foi a vez do rim, que acabou não funcionando como esperado e levou o apresentador à hemodiálise. A situação se agravou em 2025, após uma infecção na perna que resultou em sepse e culminou nos novos procedimentos.
Acompanhamento médico
O quadro é acompanhado por equipes especializadas em nefrologia, cirurgia hepática e cardiologia. Ele respira sem aparelhos desde 9 de agosto, faz fisioterapia diária e segue dieta controlada. Os imunossupressores, usados para evitar rejeição, exigem atenção redobrada, pois aumentam o risco de novas infecções.
O caso de Faustão também mostra o funcionamento do Sistema Nacional de Transplantes. Só neste ano, até agosto, foram mais de 5.700 cirurgias no país, a maioria de rins e fígados. São Paulo concentra o maior número, com cerca de 1.700 procedimentos. Ainda assim, a fila nacional chega a 46 mil pessoas. A logística que viabilizou a doação dupla para o apresentador envolveu a Central de Transplantes de São Paulo.
A esposa, Luciana Cardoso, tem acompanhado de perto a recuperação. A família se mantém confiante na evolução, mesmo sabendo que o processo será longo. Para os médicos, a resposta clínica até aqui é positiva, mas a adaptação plena ainda depende dos próximos meses.




