O conflito no Oriente Médio deu mais um passo rumo à escalada neste domingo (22), quando os houthis, grupo armado que comanda parte do Iêmen, anunciaram oficialmente sua entrada na guerra ao lado do Irã, contra os Estados Unidos e Israel.
O comunicado foi feito pelo porta-voz militar das Forças Armadas Iemenitas, brigadeiro-general Yahya Saree. Em discurso veiculado pela imprensa iraniana, Saree avisou: “O Iêmen está oficialmente entrando na guerra. Mantenham seus navios longe de nossas águas territoriais.”
Bombardeios em solo iraniano acendem alerta
A declaração surge um dia após os Estados Unidos realizarem ataques a três instalações nucleares no Irã — Natanz, Isfahan e Fordow — em resposta à crescente tensão militar na região, iniciada por Israel em 12 de junho.
O representante político dos houthis, Mohammed al-Bukhaiti, também se manifestou e disse que a retaliação do grupo era apenas “uma questão de tempo”, segundo o jornal The Guardian.
Alinhamento com Teerã e ações no mar Vermelho
Aliados declarados do Irã, os houthis passaram a atacar embarcações americanas no mar Vermelho desde o início das ofensivas israelenses contra Gaza. Apesar de controlarem cerca de um terço do território iemenita, o grupo domina as áreas mais estratégicas e populosas, como a capital Sanaa e toda a costa do mar Vermelho.
O grupo afirma defender a causa palestina e acusa Israel, com o apoio dos EUA, de tentar desestabilizar toda a região. Em nota divulgada um dia antes do anúncio oficial, os houthis condenaram bombardeios em Gaza, Líbano, Síria e outros países árabes.
Israel, por sua vez, já havia atacado o Iêmen em maio, quando bombardeou o aeroporto internacional de Sanaa. A ação foi uma resposta a uma ofensiva houthi nos arredores do aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.
Apesar do tom agressivo, os líderes houthis ainda não detalharam quais ações militares devem ser adotadas daqui para frente. Até o momento, o único alerta oficial foi direcionado a embarcações que navegam perto do território iemenita.




