Quase duas décadas depois de desaparecer dos registros científicos, a menor cobra do mundo foi redescoberta na ilha de Barbados. O achado foi feito por biólogos durante uma expedição em março de 2025 e trouxe nova esperança para a conservação da espécie.
Com cerca de 10 centímetros, corpo escuro e finíssimo, a Tetracheilostoma carlae é tão discreta que passa despercebida até pelos olhos mais atentos. O único exemplar encontrado estava sob uma pedra, em uma das poucas áreas de floresta nativa ainda preservadas na ilha.
Esforço recompensado
A busca foi liderada por cientistas da Universidade das Índias Ocidentais, em parceria com a organização internacional Rewild. Eles passaram semanas vasculhando o solo, revirando folhas e pedras em locais com vegetação primária.
O trabalho minucioso foi recompensado com a descoberta do pequeno réptil escondido sob uma rocha úmida.
Após análises detalhadas, os pesquisadores confirmaram a identidade da cobra graças a características únicas, como a escama nasal única e listras alaranjadas discretas.
Muito mais do que um símbolo
A redescoberta da espécie abre caminho para pesquisas que até então eram impossíveis, como estudos genéticos, ecológicos e de comportamento. Essa pequena serpente praticamente cega vive sob o solo, em túneis e cavidades, onde se alimenta de formigas, cupins e larvas.
Sua dieta ajuda a manter o equilíbrio dos ecossistemas ao controlar a população desses invertebrados.
No entanto, trata-se de um animal extremamente vulnerável. As fêmeas colocam apenas um ovo por vez, e qualquer alteração no solo pode destruir seu habitat. Até mesmo a remoção de folhas ou raízes compromete a sobrevivência da espécie.




