A orla de Santos amanheceu nesta quarta-feira (30) com marcas visíveis da ressaca que atingiu o litoral paulista desde a noite anterior. Buracos nas calçadas, muretas caídas, brinquedos de praça destruídos e bancos tombados chamaram a atenção de quem passou pelo bairro Boqueirão, um dos mais atingidos.
Segundo a Prefeitura de Santos, as ondas ultrapassaram 3 metros em vários momentos. O pico foi registrado por volta das 18h de terça-feira (29), com quase 4 metros de altura. No início da manhã seguinte, as ondas voltaram a ultrapassar os 3 metros.
A Marinha do Brasil alertou que o fenômeno deve persistir até as 21h desta quinta-feira (31), com possibilidade de ondas de até 3,5 metros em toda a faixa litorânea entre Iguape (SP) e Macaé (RJ). A Defesa Civil já havia emitido um aviso preventivo no início da semana.
Crateras e interdições
Os danos mais significativos ocorreram entre os bairros Boqueirão e Ponta da Praia. A força do mar provocou crateras em calçadas, destruiu lixeiras e danificou brinquedos de áreas públicas. Trechos da orla chegaram a ser interditados por alagamentos.
A Prefeitura iniciou uma força-tarefa com 208 funcionários, 16 caminhões e uma pá carregadeira. O trabalho é coordenado pela Secretaria das Prefeituras Regionais (Sepref) com apoio da Terra Santos.
Entre as ações estão a limpeza das áreas afetadas, retirada de entulho e início da reconstrução das estruturas danificadas. A previsão é que as ações emergenciais durem cerca de um mês.
Relatório de danos
A Defesa Civil está avaliando os impactos estruturais na orla. Um relatório com os danos será encaminhado para as secretarias municipais responsáveis, que vão coordenar as próximas etapas da recuperação.
Segundo a prefeitura, o objetivo é garantir a segurança da população e a preservação dos espaços públicos após o impacto da força do mar.




