A partir de novembro, o governo federal vai iniciar a distribuição de gás de cozinha para 15,5 milhões de famílias em todo o país, alcançando cerca de 50 milhões de pessoas até março de 2026. A medida será feita por meio do programa Gás do Povo, que substitui e amplia o antigo auxílio-gás, com foco em modernização e maior alcance social.
Segundo o IBGE, aproximadamente 12 milhões de domicílios ainda combinam gás e lenha para preparar suas refeições. Dessas casas, cerca de 5 milhões são famílias de baixa renda, somando 15 milhões de pessoas que utilizam lenha devido ao alto custo do botijão de gás. Para facilitar a transição, o governo fará a adaptação gradual entre o modelo antigo e o novo, garantindo que beneficiários e revendas credenciadas se ajustem às mudanças.
Como funciona o auxílio-gás
O Auxílio Gás paga a cada dois meses o valor equivalente a um botijão de 13 kg, definido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O recurso é depositado diretamente na conta digital ou bancária do beneficiário, seguindo o calendário do Bolsa Família.
Como funcionará o Gás do Povo
O Gás do Povo traz uma mudança significativa: não haverá repasse em dinheiro. Em vez disso, será fornecido um voucher digital, que será pago diretamente ao fornecedor. Esse “vale-gás” só poderá ser usado para a compra do botijão, garantindo que o benefício seja usado corretamente.
O voucher será emitido em nome do responsável familiar cadastrado no CadÚnico. Os beneficiários poderão acessar o benefício de quatro maneiras: por aplicativo próprio, cartão do programa, QR Code via Caixa Econômica ou cartão do Bolsa Família. Mais detalhes sobre a operacionalização serão divulgados até 30 de outubro.
Os botijões serão retirados diretamente nas revendas credenciadas, sem intermediários. A gratuidade do produto será garantida no momento da retirada, mediante validação eletrônica, sem necessidade de pagamento em dinheiro.




