O Itaú Unibanco voltou ao centro das críticas depois de promover demissões em série entre trabalhadores que atuavam de forma remota. O tema foi discutido nesta segunda-feira (15) em reunião entre a Comissão Organizadora dos Empregados (COE) e representantes do banco, mas o encontro terminou sem avanços.
Justificativa do banco
Em comunicado, o Itaú declarou que as demissões não foram arbitrárias. Segundo a instituição, houve uma apuração que durou quatro meses, cruzando registros de jornada, horas extras e produtividade digital.
O banco alega que parte dos profissionais apresentava baixo engajamento e desempenho, o que teria levado à perda de confiança no vínculo empregatício.
Reação sindical
A explicação não convenceu a COE nem os sindicatos. Para as entidades, o critério usado pelo banco não é transparente e gera insegurança sobre a forma de avaliação. Além disso, consideram que a alegação de “quebra de confiança” não poderia justificar cortes em larga escala.
Os dirigentes ressaltam que a medida atingiu empregados de diferentes áreas e comprometeu a renda de inúmeras famílias em todo o país. Por isso, exigem que o Itaú reveja as demissões e abra espaço para uma negociação mais clara sobre condições de trabalho no modelo remoto.




