Nesta semana, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Camaquã apresentou o Projeto de Resolução nº 1/2026, que visa estender o benefício do vale-alimentação aos vereadores da cidade. Atualmente, o auxílio, no valor de R$1.008,00 é restrito aos servidores da Casa, mas a nova proposta altera a Resolução nº 9/2002 para incluir os parlamentares no rol de beneficiários. O texto estabelece que o cartão será distribuído mensalmente até o segundo dia útil, com uma coparticipação de 1% descontada diretamente na folha de pagamento.

No programa Primeira Hora desta sexta-feira (13), os vereadores Vladimir Tili (PP) e Ronaldinho Renocar (PP) comentaram sobre o caso e se manifestaram contrários ao projeto. Tili afirma que o subsídio concedido aos vereadores já é o suficiente: “Um servidor que às vezes ganha um salário mínimo e corre atrás de uma hora extra para compensar no final do mês e um vereador ganhar mais um vale de R$1.050,00, é constitucional, mas totalmente imoral”, destaca.
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Já Ronaldinho, completa que todo o partido (PP) é contrário ao projeto: “Foi unânime, todo o Partido Progressista é totalmente contra a essa resolução de Mesa […] Cada um sabe o que faz na Câmara, a gente tem que respeitar, se eu votar não, o pessoal tem que respeitar o meu voto”, analisa o vereador.
A Mesa Diretora, questionada acerca das manifestações contrárias, afirma que primeiro serão analisados todos os pronunciamentos, e, posteriormente, será realizada uma avaliação e o posicionamento da Mesa.




