Em entrevista, o deputado estadual Zé Nunes (PT), presidente da comissão de agricultura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, abordou temas centrais para o desenvolvimento rural da região, com destaque para o lançamento do novo Plano Safra voltado à agricultura familiar. Durante sua participação no programa Primeira Hora, desta terça-feira (08), o parlamentar defendeu a existência de duas políticas distintas: uma para a agricultura familiar e outra para a empresarial, destacando as diferenças de perfil entre os produtores.

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Segundo Zé Nunes, o Plano Safra 2024/2025 trouxe avanços significativos para os pequenos agricultores, como a redução dos juros para produtos da cesta básica (de 3% ao ano, podendo chegar a 2% para produções agroecológicas), condições facilitadas para aquisição de máquinas e incentivos específicos para jovens e mulheres do campo. O deputado também ressaltou a inclusão do crédito habitacional no Pronaf e o aumento do volume de recursos destinados ao setor.
Apesar dos avanços, Zé Nunes criticou a alta da taxa Selic, que encarece o crédito. Ainda assim, avaliou que os juros subsidiados para a agricultura familiar permanecem acessíveis. Ele fez um alerta aos agricultores sobre a importância de buscar orientação técnica ao renegociar dívidas, evitando recorrer a empréstimos bancários paralelos com taxas elevadas, o que pode aumentar a inadimplência. O parlamentar comentou ainda sobre o aumento das execuções contra produtores inadimplentes e reforçou a necessidade de políticas públicas de apoio e renegociação.
Por fim, Zé Nunes informou que a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa irá convocar bancos para discutir a implementação efetiva do crédito do Plano Safra. Ele também celebrou o reconhecimento de uma lei gaúcha, que trata da classificação do tabaco nas propriedades dos agricultores, agora adotada também no Paraná.



