O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (9), os dados do Censo 2022 sobre Trabalho e Rendimento. Em Camaquã, a pesquisa revela que 94,7% da população ocupada têm apenas um trabalho, e o rendimento domiciliar per capita médio é de R$ 1.605,16 por mês.

Entre os trabalhadores camaquenses no setor privado, 10 mil têm carteira assinada, enquanto 3,5 mil atuam sem registro formal.
No trabalho doméstico, há 306 trabalhadores com registro e 870 sem. Esses números reforçam a predominância da informalidade em atividades domésticas e autônomas.
Trabalho autônomo é realidade para 35% dos trabalhadores camaquenses
A pesquisa divulgada pelo IBGE também mostra que 7,4 mil moradores trabalham por conta própria sem CNPJ, e 3 mil possuem registro formal de atividade, totalizando mais de 10 mil (35%) de trabalhadores autônomos em Camaquã. Já entre os empregadores, 918 têm CNPJ e 93 atuam informalmente.
No total, o mercado de trabalho local reúne 13,5 mil empregados no setor privado, 2,7 mil servidores públicos, 252 em empresas estatais, 101 militares e 1.176 trabalhadores domésticos.
Deslocamento
Segundo o IBGE, 21.130 dos camaquenses trabalham em Camaquã, enquanto 1.011 se deslocam para outros municípios. Outras 6.879 desenvolvem atividades em casa ou na própria propriedade rural.
O dado indica que 68% da população ocupada de Camaquã exerce o trabalho na cidade, o que reforça a importância da economia local e dos pequenos negócios.
Carro é o principal meio de locomoção
O carro é o meio de transporte mais utilizado pelos trabalhadores de Camaquã, com 8,3 mil (38,3%). Em seguida, aparecem motocicletas (15,2%), bicicletas (11,3%) e ônibus (8,7%). Em comparação com o Rio Grande do Sul, o número de camaquenses que utiliza bicicleta pode ser considerado alto. Em geral, apenas 4,4% dos gaúchos utilizam a bicicleta como meio de transporte principal para o trabalho.
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Entre os que se deslocam a pé, o IBGE aponta 23,5% dos trabalhadores, sendo a maioria com trajetos de até 15 minutos.
A pesquisa mostra ainda que 47,8% dos motoristas levam de 6 a 15 minutos até o trabalho, enquanto 45,7% dos usuários de ônibus gastam de 16 a 30 minutos no trajeto.
Apesar da diversidade nos meios de transporte, o levantamento aponta limitações na infraestrutura de mobilidade. Em Camaquã, mais de 99% das vias não possuem sinalização para ciclistas, o que desestimula o uso de bicicletas.
Além disso, 85,6% das ruas não contam com paradas de ônibus ou vans, dificultando o acesso ao transporte público, especialmente nos bairros mais afastados.
Contexto estadual e nacional
O módulo Trabalho e Rendimento do Censo 2022 mostra que o Rio Grande do Sul apresenta uma das maiores taxas de formalização do país, embora o trabalho por conta própria também tenha crescido nos últimos anos.
Em Camaquã, o predomínio do emprego com carteira e o aumento da formalização entre empreendedores sinalizam um mercado de trabalho diversificado, mas ainda dependente da economia local e de serviços públicos.





