A Costa Doce gaúcha registrou nesta quarta-feira (11) a temperatura mais alta de 2026 no Rio Grande do Sul. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam máximas acima de 38°C na região, com sensação térmica próxima de 40°C. Sertão Santana teve o maior registro: 38,8°C.

O calor intenso resulta da combinação entre altas temperaturas e umidade elevada. Segundo o Centro de Monitoramento de Eventos Climáticos Extremos (CIEX) da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), quanto maior a umidade do ar, maior tende a ser a sensação térmica. Em Pelotas, estimativa da Embrapa apontou sensação de 42°C.
O CIEX informou que esta foi a tarde mais quente do ano na região. Além de Sertão Santana, o Inmet registrou temperaturas acima de 38°C em Camaquã e Pelotas no litoral da Lagoa dos Patos e Bagé, Jaguarão e Rio Grande na Zona Sul.
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Efeito “Ilha de Calor” expõe necessidade de ações climáticas nas cidades
Na semana passada, medições em Camaquã já indicavam o impacto do calor nas áreas urbanas. No dia 4 de fevereiro, a superfície do asfalto na avenida Olavo Morais atingiu 64°C, segundo levantamento da Rádio Acústica FM com termômetro industrial infravermelho. O ponto fica próximo ao cruzamento com a Presidente Vargas, em área exposta ao sol.
A diferença foi visível em locais com sombra. Em calçada arborizada a cerca de 50 metros, a temperatura da superfície era de 30°C. O estofamento de um carro estacionado ao sol marcou 56,6°C. Na Praça Zeca Netto, o termômetro indicava 35°C no início da tarde, com sensação térmica de 38°C.
Os dados reforçam o efeito “ilha de calor”, fenômeno comum em cidades com grande concentração de asfalto e concreto e pouca vegetação. Especialistas alertam que a tendência é de intensificação com as mudanças climáticas.
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