Agro

Preço do tabaco é acordado com JTI e reajuste chega a 7,06%

Comissão Representativa dos Produtores de Tabaco mantém diálogo aberto com as demais empresas

A Comissão Representativa dos Produtores de Tabaco assinou, na sexta-feira (13), o protocolo de negociação com a empresa JTI, durante reunião realizada na sede da Afubra, em Santa Cruz do Sul. O acordo estabelece reajuste linear na tabela de preços mínimos do tabaco para a safra 2025/2026, sendo de 7,06% para o tipo Virgínia e de 6,56% para o tipo Burley.

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Foto: Afubra

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Em entrevista ao programa Esquina Democrática deste sábado (14), o presidente da AfubraMarcilio Drescher destacou que a negociação ocorreu após três rodadas de reuniões, iniciadas em janeiro, depois da definição do custo de produção. Segundo Drescher, a Afubra defende que o índice precisa repor despesas com insumos, lenha e mão de obra, que variam conforme a região.

Divergências com outras empresas

A BAT participou da última rodada, mas não houve acordo. A empresa, segundo o presidente, manteve índice abaixo do necessário para recompor o custo de produção. Já a Universal Leaf indicou reajuste de 6%. A Philip Morris International sinalizou 6,5%. A China Brasil Tabacos informou 7,2%.

Drescher afirmou que a diferença entre as tabelas amplia a defasagem histórica no setor. Ele voltou a defender a criação de uma tabela mínima única, modelo que vigorou no passado, mas foi alterado após questionamentos do Cade sobre possível cartel.

Produção deve cair

A colheita da safra atual está entre 85% e 90% concluída nos três Estados do Sul. A área plantada ficou praticamente estável, com redução de cerca de mil hectares em relação ao ciclo anterior. Mesmo assim, a produção total deve ser menor por causa de problemas climáticos em parte das regiões.

A qualidade é considerada média a boa, fator que pode amenizar perdas. O presidente alertou que o mercado internacional enfrenta maior concorrência de países africanos, como o Zimbábue, que ampliaram a produção.

No caso do Burley, o cenário é mais delicado. O produto sofre impacto de tarifas nos Estados Unidos e enfrenta oferta elevada no mercado externo.

Custo e qualidade exigem atenção

O custo de produção variou entre 6% e 12%, conforme a empresa integradora e as condições locais. Drescher destacou que o produtor precisa observar não apenas o preço de venda, mas também o gasto total da lavoura.

Ele recomendou atenção à escolha de insumos. Segundo o dirigente, fertilizantes inadequados podem comprometer a qualidade final do produto, mesmo quando a lavoura apresenta bom aspecto inicial.

Expoagro Afubra ocorre em março

A 24ª edição da Expoagro Afubra será realizada de 24 a 27 de março, no Rio Grande do Sul. O evento terá quatro dias, medida adotada para melhorar a infraestrutura e distribuir o público.

A organização prevê aumento no número de visitantes e reforça que a feira mantém acesso gratuito e estacionamento próprio.

Assista a entrevista completa com o Presidente da Afubra, Marcilio Drescher

Tags: acordo, Agro, Preço, Tabaco

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