EDUCAÇÃO

Novo marco regulatório do EAD: Uniasselvi explica mudanças previstas para 2027

Dirigentes do Grupo Servi Uniasselvi explicaram as mudanças previstas e os impactos para estudantes e instituições de ensino superior

Os dirigentes do Grupo Servi Uniasselvi, Carlos Schmeguel e Jocelaine Bernar, participaram na manhã desta quarta-feira (22) de entrevista na Rádio Acústica FM para esclarecer as principais mudanças previstas no novo marco regulatório da educação superior a distância no Brasil. Segundo eles, as alterações promovidas pelo Ministério da Educação (MEC) impactarão todas as instituições de ensino superior do país e exigirão adequações nos modelos pedagógicos já a partir dos próximos semestres.

Uniasselvi Camaquã - EAD
Servi/Uniasselvi Camaquã. Foto: Divulgação

Durante a conversa, Carlos Schmeguel destacou que a Uniasselvi possui duas décadas de experiência na oferta de ensino a distância e que este será o quinto marco regulatório acompanhado pela instituição ao longo desse período. Conforme explicou, a educação superior é uma atividade regulada pelo Governo Federal e, periodicamente, passa por atualizações para acompanhar avanços tecnológicos, novas demandas profissionais e diferentes formas de oferta de cursos.

Uma das principais mudanças anunciadas é a criação de uma terceira modalidade oficial de ensino. Atualmente, o sistema trabalha com os formatos presencial e EAD. Com a nova regulamentação, prevista para entrar plenamente em vigor em 2027, passam a existir as modalidades presencial, semipresencial e EAD, cada uma com regras específicas sobre a carga horária presencial exigida.

Schmeguel explicou que os cursos presenciais poderão manter até 30% da carga horária em atividades a distância, enquanto os cursos EAD deverão contar com, no mínimo, 30% de presencialidade. Já os cursos semipresenciais terão percentuais que variam conforme a área de formação, podendo exigir entre 30% e 40% de atividades presenciais, especialmente em cursos da área da saúde.

Outro ponto abordado foi o conceito de “presencialidade”, que ainda está sendo debatido entre as instituições de ensino e o MEC. Segundo o dirigente, já há entendimento de que aulas presenciais e aulas síncronas mediadas — quando professor e aluno estão conectados ao mesmo tempo e com possibilidade de interação — podem ser consideradas atividades presenciais dentro dos novos critérios.

A Uniasselvi também anunciou mudanças em seu modelo pedagógico. O antigo modelo semipresencial utilizado pela instituição será substituído pelo novo modelo denominado “CODEX”, desenvolvido para atender às exigências das novas modalidades regulamentadas pelo MEC. A proposta é oferecer uma estrutura flexível e adaptável às diferentes exigências de cada curso.

De acordo com os dirigentes, parte das adequações já começa a ser implementada no segundo semestre de 2026, embora a obrigatoriedade das novas regras esteja prevista apenas para 2027. Eles ressaltaram que as mudanças fazem parte de um processo de transição e que o principal objetivo continua sendo garantir a qualidade do ensino e a formação dos estudantes.

Jocelaine Bernar destacou que a instituição busca modernizar seus processos sem perder o foco na excelência acadêmica. Ela lembrou que a Uniasselvi foi pioneira na oferta de educação a distância na região e que o atual momento representa uma nova etapa de adaptação às exigências do setor educacional.

Ao final da entrevista, os representantes reforçaram que as mudanças não representam o fim do ensino a distância, mas sim uma atualização das regras para adequar a modalidade às novas demandas educacionais e tecnológicas do país.

Confira a fala dos diretores do novo marco regulatório do EAD

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