Uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-401, em Boa Vista (RR), terminou com a maior apreensão de ouro da história da corporação. Dentro de uma caminhonete Hilux, os agentes encontraram cerca de 103 quilos do metal, escondidos em compartimentos ocultos.
A carga, avaliada em aproximadamente R$ 60 milhões, chamou a atenção não apenas pelo volume, mas também pelo mistério que a envolve. O veículo era dirigido por Bruno Mendes de Jesus, de 30 anos, que estava acompanhado da esposa e do filho do casal, um bebê de apenas nove meses.
As autoridades confirmam que o ouro é de origem ilegal, vindo de garimpo clandestino. Ainda assim, muitos pontos seguem nebulosos. Não se sabe quem extraiu a carga, nem como ela foi obtida.
Também não está claro qual seria o destino final — as possibilidades mais citadas são a Venezuela ou a Guiana. Outro detalhe curioso é que o carro onde o ouro estava escondido não está registrado no nome de Bruno.
Defesa sustenta versão de trabalhador
O advogado de Bruno, Smiller Rodrigues de Carvalho, afirma que seu cliente é um trabalhador do setor mineral e o principal provedor da família. Em nota, reforça que Bruno é réu primário, tem bons antecedentes e atua num ramo que, embora marginalizado, é fonte de sustento para muitos brasileiros.
Ainda segundo ele, todas as explicações serão apresentadas durante o processo. A defesa também criticou o que chama de tentativa de criminalizar pessoas humildes que atuam em regiões com tensão regulatória.
A PRF repassou o caso e o ouro apreendido à Polícia Federal, que agora assume a investigação. A origem exata das barras, a estrutura por trás da extração e o envolvimento de possíveis organizações ainda são pontos em aberto.
Segundo o advogado, Bruno sabe de onde veio o ouro, mas a informação será revelada apenas nos autos judiciais.




