A decisão do governo dos Estados Unidos de acabar com a isenção de impostos para importações de baixo valor deve trazer impacto direto no comércio eletrônico brasileiro.
Conhecida como política “de minimis”, ela permitia que pacotes de até US$ 800 (cerca de R$ 4.400) entrassem no país sem cobrança de tributos. O benefício, no entanto, chega ao fim em 29 de agosto, após decreto assinado pelo presidente Donald Trump.
Para a CEO da DHL Express Brasil, Mirele Mautschke, a mudança pode alterar a rotina de pequenas e médias empresas que têm os EUA como principal destino. Ela afirma que será preciso buscar alternativas, mirando novos mercados para manter o ritmo das exportações.
Apesar do cenário desafiador nos Estados Unidos, a DHL mantém otimismo em relação à América Latina. Em Bogotá, a empresa reuniu jornalistas para apresentar os planos de expansão. Segundo Andrew Williams, CEO da DHL Express para Américas, Brasil, México e Colômbia registram crescimento de dois dígitos neste ano.
Efeito limitado sobre a DHL
A empresa, no entanto, não deve sentir o impacto do tarifaço americano. Mautschke explica que o foco da DHL está em produtos manufaturados, e não em commodities como carne e café — principais itens sobretaxados pelos EUA.
Já Tim Robertson, CEO da DHL Global Forwarding para as Américas, lembra que o comércio global vive uma reestruturação desde a pandemia, com maior diversificação das cadeias de suprimento.
No segundo trimestre de 2025, o Grupo DHL registrou lucro operacional de 1,4 bilhão de euros, alta de 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido subiu 9,6%, chegando a 815 milhões de euros. A receita, porém, caiu 3,9% e fechou em 19,8 bilhões de euros.




